O espetáculo “Dança Boba” terá mais 05 exibições exclusivas, pelo You Tube (o espetáculo não ficará disponível após as transmissões). A obra, que estaria nos palcos de quatro capitais por meio de uma circulação presencial, agora chega ao público de todo o país por meio de uma experiência audiovisual única.
As sessões próximas sessões acontecem nos dias 30 e 31 de outubro, às 20h. No sábado (30) e domingo (31) haverá uma sessão extra às 18h com tradução em Libras. Também acontecem bate-papos com os artistas nas seções da sexta (29) e do domingo (31).
O Ateliê do Gesto ainda vai oferecer mais duas aulas-oficinas, com exibição no YouTube, nos dias 27 e 30 de outubro. Este projeto é apresentado pelo Fundo de Arte e Cultura de Goiás, SECULT e Governo do Estado de Goiás.
A impossibilidade de circular o espetáculo “Dança Boba”, devido às condições pandêmicas, como previa o projeto aprovado pelo Ateliê do Gesto, não retirou dos bailarinos João Paulo Gross e Daniel Calvet o compromisso de levar algo de muita qualidade ao público. Como fazer uma boa entrega do material? Como manter a experiência da relação entre plateia e bailarinos? Como deixar vivo esse trabalho, mesmo intermediado por uma tela? Foram as questões que guiaram os bailarinos até chegarem à seguinte ideia: uma câmera viva dentro do palco. Calvet pensou em um duo, mas executado por três bailarinos. A fórmula funcionou. Nas primeiras exibições da temporada, a repercussão foi muito positiva, junto ao público virtual.
Daniel Calvet, que também é fotógrafo e videomaker, disponibilizou seu talento e criatividade para pensar e produzir um formato inovador para a exibição de um espetáculo de dança. No palco, na frente da câmera ou por trás dela, estão João Paulo Gross, o próprio Daniel Calvet e Gleysson Moreira, convidado do grupo. “O trabalho ainda recebeu a contribuição da equipe do estúdio Ocre, que tem experiência com câmeras e movimentos. Eles deram capacitação e assessoria para a parte técnica de toda a filmagem” comenta Calvet, que também assina a direção do trabalho.
“Queríamos oferecer ao público a experiência de assistir ao espetáculo mantendo a mesma força de quando vêem o trabalho em palco. Uma coisa é o registro, outra coisa é pensar o espetáculo a partir da câmera. O resultado é que “Dança boba” ganhou outro tom, outra temperatura”, comenta o bailarino João Paulo Gross

