Além disso, a distribuição dos apartamentos será mais democrática, diz o arquiteto Paulo Renato Alves. “Cidade de 15 minutos” também está sendo incentivada
Goiânia ficou conhecida pelos seus arranha-céus construídos nos últimos anos. Goianienses que conviviam com apartamentos até o 20º andar, hoje se deparam com edifícios de 40 ou mais andares. Durante um tempo, a capital chegou a figurar no sky.craperscity.com, plataforma internacional que reúne vários fóruns de discussão de compartilhamento de informações sobre arranha-céus, arquitetura e desenvolvimento urbano, como a cidade com o maior prédio do Brasil, com 183,43 metros quadrados.
Essa realidade deve mudar nos próximos anos, se a atual proposta do Plano Diretor for aprovada. De acordo com o arquiteto e urbanista, Paulo Renato Alves, que participou de discussões no Paço Municipal à época da elaboração do Projeto de Lei 023 e foi um dos consultores que auxiliaram os vereadores na primeira revisão do Plano Diretor, em 2019, os edifícios ficarão de 25% a 30% mais baixos.
Em debate desde 2018, depois de muito vaivém entre o Executivo e Legislativo, a proposta encontra-se na Câmara Municipal para votação do plenário. Antes disso, uma audiência pública acontecerá no dia 31 de janeiro.
O arquiteto esclarece que há um desencontro de informações em relação a esses avanços, levando a muita gente achar que o novo Plano Diretor continuará sem limitação de altura dos prédios se for aprovado o atual texto enviado pelo Executivo.
“Essas propostas já eram ponto pacífico entre a Prefeitura e os vereadores, mas o novo pleito dos parlamentares está colocando em debate novamente. Em alguns casos, falta entendimento, já que eles assumiram os cargos após o plano ter passado pela Câmara no final do pleito anterior”, diz ele.

