Outubro Rosa e o Coração

Apesar do outubro rosa estar focado na conscientização e prevenção do câncer de mama, precisamos enfatizar que cuidar da saúde, da autoestima, da mente, do corpo, da próxima… vai muito além do câncer.

Como fica o coração da mulher que passa pelo diagnóstico de câncer de mama? Quais os reflexos dos tratamentos no músculo cardíaco? Qual o papel do cardiologista nessa hora?
O médico cardiologista, Dr. Frederico Nacruth, traz algumas curiosidades e informações pouco divulgadas sobre o assunto.

Receber o diagnóstico de câncer de mama é suficiente para mexer com a rotina da paciente. Acarreta mudanças significativas na vida da mulher, que precisa lidar com questões que fogem à rotina, como os efeitos colaterais de medicamentos. Mas o que poucas mulheres sabem é que os principais tratamentos usados na luta contra a doença, a radioterapia e a quimioterapia, podem afetar a saúde do coração. “Está aí um assunto pouco falado e que merece atenção. Preocupação a mais para quem já enfrenta os desgastes do tratamento”, alerta o cardiologista Frederico Nacruth.

Segundo ele, os efeitos da radioterapia e da quimioterapia nas mamas podem atingir o coração e gerar arritmia, vasoespasmo coronariano e insuficiência cardíaca. Dependendo dos fármacos empregados no procedimento de combate ao câncer, o paciente pode apresentar efeitos colaterais transitórios ou definitivos. “Além disso, novas drogas sistêmicas e a quimioterapia podem ser tóxicas ao músculo cardíaco”, revela Nacruth.